|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
TRAFFIC LIGHT LABELLING: UM NOVO CONCEITO DE ROTULAGEM DE ALIMENTOS A despeito dos esclarecimentos sobre o correto entendimento dos rótulos dos alimentos, sabe-se que, para muitos compradores, as informações nutricionais são muito técnicas e pouco claras. Tendo isso em vista, foi criado no Reino Unido, pela Food Standards Agency (FSA) o Traffic Light Labelling, uma maneira simples e intuitiva de orientar o consumidor para a escolha de produtos na composição de sua dieta (TRAFFIC LIGHT LABELLING.pdf). Esta ferramenta baseia-se nas cores do semáforo, analisando separadamente a concentração de gorduras, gorduras saturadas, açúcares e sal em cada produto. Desta forma, o “sinal” vermelho indica que o nutriente está presente em quantidade excessiva, o “sinal” amarelo indica média quantidade e o verde indica reduzida. Assim, cada uma das cores tem uma recomendação específica, conforme mostra a tabela a seguir:
Além dessa classificação, o semáforo contém a quantidade em gramas de cada nutriente correspondente a 100g do produto. Ademais, deve-se ainda ressaltar que o consumidor pode obter maiores informações sobre o alimento por meio da composição nutricional presente no verso do rótulo (FSA, 2008). A FSA recomenda a utilização deste sistema em produtos processados de conveniência, como refeições prontas, pizzas, hambúrguer, sanduíches, salsichas, tortas e cereais matinais, uma vez que os consumidores comumente referem maior dificuldade para compreender o conteúdo nutricional destes alimentos. Logo, como o Traffic Light Labelling fornece subsídios para que os rótulos contenham uma informação clara, direta e prática, a compreensão da composição dos nutrientes torna-se mais acessível a leigos e crianças, facilitando a escolha de alimentos mais saudáveis e dietas mais equilibradas. Diante do exposto Longo-Silva G, Toloni MHA, Taddei JAAC (2008), realizaram uma adaptação da metodologia às normas vigentes no Brasil, utilizando as resoluções e portarias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e mantendo as classificações da FSA para os nutrientes sem normatização brasileira. Além dos nutrientes já analisados, foram também determinados pontos de corte para classificação da gordura trans, fibra e preço. Para a classificação do preço, foram utilizados, como referência de comparação para os sólidos, 100g de arroz e feijão cozidos, prontos para o consumo, na proporção 2:1, e para os líquidos 100ml de leite de vaca integral. A escolha destes alimentos para comparação decorre de serem de consumo freqüente e tradicional pela população, de fácil acesso para as diferentes classes sociais e por se constituírem em alimentos de bom valor nutritivo. Abaixo a tabela com os pontos de corte para classificação de 100g ou 100mL dos alimentos, segundo adaptação do “Semáforo Nutricional” às normas brasileiras.
¹ Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Portaria n. 27, de 13 de janeiro de 1998. Regulamento Técnico referente à Informação Nutricional Complementar, 2003.
Utilizando estes pontos de corte foram classificados 100 alimentos brasileiros industrializados. Esta classificação encontra-se disponível em formato de poster para impressão e divulgação (ou dividido em páginas) A adaptação dessa metodologia visa facilitar a escolha de alimentos saudáveis, sensibilizando as indústrias e consumidores quanto às desvantagens no que se refere ao custo e qualidade nutricional dos alimentos industrializados. Já que é difícil desacelerar o aumento progressivo da produção e o consumo desses alimentos, ferramentas de fácil entendimento devem ser disponibilizadas para permitir que, sem conhecimentos específicos, possa-se interpretar a composição nutricional do alimento, otimizando a qualidade da alimentação. Previne-se, desta forma, os erros alimentares, a obesidade e as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), principais causas de incapacidade e mortes precoces no Brasil.
Elaborado por Giovana Longo-Silva, Maysa Helena Toloni, José Augusto Taddei
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Instituições Parceiras: |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Promotoria de Justiça do Consumidor de São Paulo |
|
|
|
|
||||||
|
Copyright 2012 |
|
Contato: vidasaudavel@unifesp.br |