|
|
|
||||||||||
|
|
Eu não sou uma sacola de plástico
As sacolas plásticas passaram de um símbolo de modernidade para um símbolo de poluição do Meio Ambiente. No final do ano passado, reuniram-se representantes de supermercados, da indústria de plásticos, do governo e de organizações ambientais para discutir o tema "Sacolas plásticas: Você está realmente informado a respeito?". Foram discutidas alternativas sustentáveis e rentáveis para as cerca de 18 milhões de sacolas plásticas que circulam no país a cada ano. Sendo a sacola plástica derivada do petróleo, substância não renovável, a sua degradação podendo levar até 400 anos, seu uso tem grande impacto ambiental. No Brasil, 9,7% do lixo produzido é constituído por saquinhos plásticos. Existe uma falta de regulamentação sobre o manejo correto deste material. Em média, cada brasileiro utiliza em torno de 66 sacolas por mês. Uma das soluções propostas foi a conscientização dos consumidores, incentivo à coleta seletiva e reciclagem, reutilização das sacolas ou substituição por sacolas retornáveis.
No Brasil, são poucos os Estados que aderiram a esta causa. Um exemplo é a cidade de Xanxerê (SC), que reduziu em 91% o uso das sacolas plásticas, por meio da cobrança de R$ 0,10 por unidade, caso fossem solicitadas. Neste ano, em Sorocaba, interior de São Paulo, foi aprovado um projeto de lei que obriga as redes de hipermercados a oferecerem sacolas oxibiodegradáveis (sacolas que se degradam mais rapidamente, mas que poluem da mesma forma). E em Julho entrou em vigor, no Rio de Janeiro, a lei que estabelece a substituição de sacos plásticos por sacolas reaproveitáveis em supermercados e estabelecimentos comerciais de médio e grande portes. Como forma de incentivo à aderência do consumidor a esta nova lei, quem optar por não usar esses sacos ganha desconto nas compras. O consumidor que devolver sacolas plásticas também será beneficiado: a cada 50 unidades, o cliente ganha um quilo de arroz ou feijão. Também neste ano foi anunciado oficialmente pela rede Carrefour Brasil® a intenção de eliminar até 2014, de forma gradual, o uso de sacolas plásticas tradicionais em suas lojas. A ação de eliminação da utilização de sacolas plásticas tradicionais é realizada também na França, na China e na Polônia. Em vários países esta lei já está em vigor há alguns anos. Na Irlanda, os supermercados começaram a cobrar por cada sacola plástica, reduzindo assim 97% do uso das mesmas. Na China, foi proibida a distribuição gratuita desde 2008. Na Austrália e em São Francisco (EUA) também ocorreu uma grande diminuição do seu uso. Nestes países, o lixo biodegradável (como alimentos), são embalados em jornal ou papel e então jogados no lixo.
O Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Instituto Akatu, Carrefour® entre outros, defende, desde 2009, a causa: "Saco é um Saco" (http://www.sacoeumsaco.com.br/) com o Dia Nacional do Consumo Consciente (14 de outubro) e o Princípios dos 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. A campanha conseguiu evitar o desperdício de 800 milhões de sacolas plásticas em 1 ano de existência. No blog do movimento (http://www.sacoeumsaco.com.br/blog/) é possível aprender a fazer sacos de lixo com papel de jornal. Esta é uma das soluções encontradas para reduzir o uso de saquinhos plásticos dentro de casa. Podemos começar a levar sacolas próprias ao fazer compras, mesmo que nem todas as compras caibam nas sacolas ecologicamente corretas – ao menos uma menor quantidade de sacos plásticos serão utilizados. Caso a compra seja muito grande no supermercado, uma opção é pedir caixas de papelão que acomodem as compras, ou fazer as compras com carrinho de feira. Caso precise utilizar as sacolas plásticas, use toda a capacidade delas. Dar sempre preferência a sacos de papel. Os sacos podem ser utilizados, sim, como lixo, mas lembre-se também dos sacos de feijão, açúcar, arroz e os saquinhos de verduras e caso não for usá-los, recicle-os. Leia mais em: http://www.cbc.ca/consumer/story/2007/03/28/sanfrancisco-plastic.html Texto elaborado por: Sarah Warkentin
|
|
Instituições Parceiras: |
|
|
|
|
|
||
|
|
|
|
|
|
Promotoria de Justiça do Consumidor de São Paulo |
||
|
Copyright 2012 |
|
Contato: vidasaudavel@unifesp.br |