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Científico
Deficiência Visual e Alimentação, resultados da Jornada Fernanda Seyr Pozza- Nutricionista CRN-3 32356/P
Na primeira semana de junho houve em São Paulo na UNIFESP a “Jornada Científica do Núcleo Interdepartamental de Segurança Alimentar e Nutricional” cujo tema desta 14ª edição foi Deficiência Visual, a qual participei. Qual a relação destes tema com a alimentação? Há bastante! Logo na amamentação a relação mãe e filho pode ser influenciada pela ausência de contato visual, gerando algumas angústias maternas, este tema foi brilhantemente explorado pela colega Eliana Cunha Lima da instituição Dorina Nowill para Cegos (São Paulo-SP). A perda da visão pode ocorrer devido a doenças como a diabetes, quando não tratada adequadamente, foi este tema abordado pela Terapeuta Ocupacional Marília Manaia, do Lar das Moças Cegas ( Santos-SP), a retinopatia diabética pode ser evitada com alimentação adequada e uso de medicamentos quando há indicação. Ocorreram depoimentos de “pessoas com deficiência visual” (termo mais adequado em detrimento dos outros conhecidos) que nasceram com problemas congênitos, consequência de prematuridade ou adquiriram após doença que nos faz perceber como é possível viver sem a visão. Claro, há suas adaptações, limitações e dificuldades, mas que não as possui? As histórias contadas eram da infância,juventude e enfrentamento da deficiência na atualidade. Discutimos sobre o Braille e outras maneiras de transmitir a informação às pessoas com deficiência visual em restaurantes. O Método Braille apesar de não ser de domínio de todas as pessoas com deficiência visual é um direito garantido por lei, como o explanado pela advogada Débora Cunha, e, até anteriormente não havia punidade para o estabelecimento que não possuía o cardápio em Braille, algo que tende a mudar. Pude perceber que para quem não enxerga, ter sua própria linguagem é algo digno de valorização da pessoa como um todo, já que está preservando o seu direito de participar da sociedade seja lendo um cardápio para escolher o que comer ou um livro para se entreter. Há outros meios de transmitir informação como os que se utilizam do audio, convertendo os caracteres em material sonoro. Boa a iniciativa. Penso na acessibilidade quanto ao custo que possa ter. A deficiência visual não é novidade e nem algo que nunca ouvimos falar, contudo nos meios acadêmicos chama a atenção como é extremamente limitado a exploração deste tema, ainda mais se tratando da alimentação, item primordial a vida. Vale pensar como cada um de nós podemos, dentro nas nossas áreas de formação ou de aprendizado com a vida, contribuir auxiliando-os a obter uma alimentação adequada e que sua saúde, opinião, autonomia e socialização sejam preservadas.
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Instituições Parceiras: |
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Promotoria de Justiça do Consumidor de São Paulo |
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