A rotulagem de alimentos simplificada é um direito do consumidor à informação!

   

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Hábitos alimentares não saudáveis têm como consequências o sobrepeso e a obesidade, além de outros fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.  

A rotulagem de alimentos compreensível recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é um direito do consumidor. No Chile, desde 2016, todos os produtos alimentícios que contêm gordura, sal e açúcar além dos limites estabelecidos devem apresentar selos na parte frontal da embalagem com um alerta sobre o excesso desses nutrientes. Já no Equador, as cores do semáforo (verde, amarelo e vermelho) associados aos termos “baixo”, “médio” ou “alto” respectivamente, indica o teor de nutrientes críticos, como sódio, açúcar e gorduras.

No Brasil, em 2016, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fez uma pesquisa pela internet sobre rotulagem nutricional dos alimentos com 2.651 consumidores e identificou suas dificuldades para entender as informações contidas nos rótulos, assim como sua opinião sobre as possibilidades de melhorá-las.

“Vários países estão avançando nesse sentido e defendemos que o Brasil também deve adotar um rótulo frontal que destaque os riscos à saúde. Agora, precisamos discutir um modelo adequado para a realidade brasileira. Vamos pressionar esse debate na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária, responsável pelas regras de rotulagem]”, ressalta Ana Paula Bortoletto, nutricionista e pesquisadora do Idec.

Nós do Portal Estilo de Vida Saudável já abordamos este tema diversas vezes! Leia mais nas matérias: Rotulagem frontal; Semáforo no Equador; Semáforo Nutricional nos EUA; Embalagens de alimentos; O que é semáforo nutricional; Parlamento Europeu Rejeita Semáforo Nutricional; Educação Nutricional.    

Autoria: Ana Poblacion