Novas medidas do Governo Trump para a Alimentação Escolar nos Estados Unidos

Em 2010, durante o governo de Barack Obama, a primeira-dama americana Michelle Obama propôs mudanças positivas na alimentação escolar do país, através da lei “Healthy Hunger-free kids” estabelecendo limites para calorias por refeição escolar, diminuição de sódio e açúcar, oferta de leite desnatado ou com pouca gordura, além da introdução de grãos integrais, frutas e vegetais ao cardápio.

Alimentacao escolar

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No entanto, neste mês de maio (2017), o Governo Trump utilizando a justificativa da falta de palatabilidade, resolveu ir de encontro a essas medidas e flexibilizou algumas normas, como por exemplo:

- Suspendeu o requerimento de redução dos valores de sódio, estabelecendo um limite mais amplo de sal (1400 miligramas de sódio por refeição, valor que representa três quartos da recomendação diária máxima);

- Retirou a necessidade da distribuição de alimentos contendo grãos integrais, permitindo a distribuição de alimentos processados e refinados;

- Permitiu a inclusão bebidas lácteas com 1% de gordura, açúcar e sabores artificiais.

O Portal Estilo de Vida Saudável entende que estas medidas representam um retrocesso para a saúde infantil, por vários motivos:

1)      Sabe-se que hábitos alimentares são constituídos primariamente na infância.

2)      Ingerir alimentos ricos em sódio, gordura e açúcar predispõe o indivíduo à obesidade.   

3)      Alimentos pouco saudáveis aumentam o risco precoce de doenças crônicas, como hipertensão, dislipidemias e diabetes, entre outras.

Portanto, as medidas são vistas como mais um investimento da indústria alimentícia e farmacêutica e desfavorecem à saúde daqueles que serão o futuro da nação.

Autoria: Ianna Lôbo

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