Vigitel 2016

Vigitel 2016

O Ministério da Saúde divulgou os dados do Vigitel 2016 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) e destacou:

Vigitel 2016

Ainda que os números mostrem avanços nos hábitos alimentares, a última década deixou marcas deletérias na saúde da população, com avanço no excesso de peso, obesidade e doenças crônicas.

Apesar do avanço nos números, os percentuais de excesso de peso e obesidade se mantiveram estáveis entre 2015 e 2016. A constância na prevalência não é sinal de melhora. Pelo contrário, a existência de mais de 50% de adultos com excesso de peso no País significa que estamos perdendo a guerra contra a indústria alimentícia pelo alto consumo de ultraprocessados, o orçamento robusto do marketing, e o sedentarismo. E quando esses índices vão mal, a cascata de doenças crônicas também aumenta. Diabetes e Hipertensão aumentaram suas prevalências em 61,8% e 14,2%, respectivamente em dez anos.

Não se engane com a queda anunciada no consumo de refrigerantes e sucos artificiais. Essa diminuição é uma tendência sentida não só no Brasil e está ligada aos inúmeros dados de associação entre refrigerantes/sucos artificiais e prejuízos à saúde. Porém, para substituir este nicho de mercado, a indústria tem voltado seus esforços para criar produtos que aparentemente contenham menos açúcar, combinado palavras como “rico em fibras”, “sem adição de açúcar” e “100% natural”. Com apoio de um marketing robusto, estes novos produtos são vendidos como saudáveis, enganando a população que acaba por não informar o consumo de suco “com gominhos” como artificial.

Conhecer a situação de saúde da população é o primeiro passo para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando assim a situação de saúde no país. Para tanto, o Ministério informou que estará focado até 2019 em deter o crescimento da obesidade, reduzir o consumo de refrigerante e sucos artificiais em 30% na população adulta, e aumentar o consumo de frutas e hortaliças em 17,8%.

Por Ana Poblacion

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