Dezembro vermelho e a luta contra a AIDS na terceira idade

O dia 1º de Dezembro é reconhecido mundialmente como o Dia da Luta Contra a AIDS, e, neste ano, teremos o mês inteiro para refletir e discutir o assunto pois foi publicado no Diário Oficial da União a lei que institui o Dezembro Vermelho. A campanha nacional terá o mês inteiro para realização de atividades direcionadas a prevenção e ao enfrentamento do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

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Segundo dados do Ministério da Saúde houve aumento de 80% na taxa de infecção por HIV entre indivíduos com 60 anos ou mais entre os anos de 2001 e 2012. Foram notificados 28.122 casos de idosos infectados pelo HIV por 100.000 habitantes entre os anos de 1980 e 2016. O crescimento do número de casos ocorreu, dentre outros fatores, devido ao aumento da expectativa de vida, acessibilidade a alternativas farmacológicas para disfunção erétil e melhorias da qualidade de vida nesta faixa etária. Porém, ainda existem tabus quando o assunto é a sexualidade da pessoa idosa, contribuindo assim para o aumento do número de idosos portadores de doenças sexualmente transmissíveis.

É comum os indivíduos nesta faixa etária demonstrarem recusa ao uso do preservativo por considerá-lo apenas um método contraceptivo esquecendo assim a função de prevenir doenças importantes. Além disso, a maior parte dos idosos de hoje iniciaram sua vida sexual em um momento que não havia a aids, e com isso, não se reconhecem como um grupo vulnerável.

Sabendo disso, é necessário que as campanhas e as abordagens de prevenção da Aids, como o uso de preservativo, não sejam destinadas somente a população mais jovem bem como os exames para o diagnóstico da doença deve fazer parte da rotina dos profissionais da saúde que atendem esta população.

Autoria Claudia Sales e Mariany Abreu

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