O que é Incontinência Urinária?

Incontinência

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Levando-se o termo ao pé da letra, é fácil entender o que este problema quer dizer: dificuldade de conter ou segurar a urina, havendo perda involuntária. Com o envelhecimento populacional, a incontinência urinária encontra-se cada vez mais presente entre idosos. A doença acomete entre 10 a 64% dos indivíduos na terceira idade, sendo mais comum entre as mulheres. Acredita-se que o número de casos pode ser ainda maior uma vez que muitos indivíduos sentem-se envergonhados em relatar o problema. Concomitantemente, muitos profissionais da saúde deixam de questionar sobre a doença.

Além do comprometimento do trato urinário (bexiga e uretra), outras causas podem estar envolvidas com a incontinência urinária como alterações da motivação, mobilidade, lucidez ou presença de doenças associadas (diabetes mellitus e insuficiência cardíaca).

A depender das características das perdas, a incontinência urinária pode ser classificada em cinco tipos:

1)    Urgência, ocorre por incapacidade de retardar a micção após o enchimento da bexiga;

2)    Esforço, acontecem pequenas perdas de urina na presença de maior pressão intra-abdominal (tosse, espirro, risada);

3)    Transbordamento, mais comum em homens e acontece devido o aumento da resistência em um canal chamado uretra;

4)    Mista, urgência para urinar, associada a esforços;

5)    Funcional, relacionada à incapacidade de chegar ao banheiro por limitações físicas, déficit cognitivo e/ou limitações ambientais.

O convívio com esta condição pode causar problemas sociais importantes como isolamento social e depressão. Além disso, também podem ser observadas outras consequências como restrição da atividade física, baixa autoestima e insegurança, afetando diretamente a qualidade de vida da população acometida.

Sabendo do impacto negativo causado pela incontinência urinária é válido ressaltar que mesmo quando identificado em idosos mais debilitados, evidências têm demonstrado que esta condição é tratável e frequentemente curável. O tratamento pode envolver diversas estratégias como uso de medicação, exercícios orientados por um fisioterapeuta ou até mesmo cirurgia.

Entender a incontinência urinária como “algo normal” da idade impede seu diagnóstico pelo médico. A identificação da causa e do tipo de perda de urina permite que o médico indique o tratamento mais adequado, converse com ele sobre isso!

Autoria: Claudia Sales e Mariany Abreu

Referências:

MAGALHÃES, L. V. B. Incontinência urinária em pacientes geriátricos: abordagem diagnóstica em APS. Revista de Atenção Primária à Saúde. [ S.l.], 2004, vol. 7 p. 34-39.

MARQUES, L. M. Incontinência Urinária no Idoso. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - Comissão de Educação Continuada. [S.l.], 2013. Disponível em: http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/incontinencia-urinaria.pdf. Acesso em: 10 de maio de 2017.