Adaptação ambiental para idosos

O envelhecer traz consigo diversas alterações, como diminuição da visão, audição e mobilidade, tudo isso se traduz na alteração da interação do idoso com o ambiente em que vive. Em casos mais graves a pessoa pode limitar suas atividades dentro e fora de casa, por receio de que ocorram acidentes, diminuindo sua capacidade física e piorando a relação com o ambiente. Assim, a fim de evitar que tal fenômeno ocorra, os familiares e cuidadores devem estar atentos a pequenas mudanças que podem tornar a casa mais segura, através da adaptação do ambiente.

O ambiente está entre os fatores que influenciam a capacidade funcional do idoso e, assim sendo, deve oferecer segurança, estímulos, interação social, favorecer a adaptação às mudanças oriundas da velhice e ser familiar ao indivíduo. Portanto, a adaptação ambiental tem como objetivo tornar o ambiente mais propício e satisfatório para os idosos, sendo seguro e funcional.

Buscando promover qualidade de vida e a independência do idoso em suas atividades cotidianas, muitas vezes são necessárias intervenções diretas no ambiente físico. Para isso é necessário conhecer o dia a dia e os reais riscos a que o idoso está exposto.

adaptação ambiental

Fonte da imagem: https://www.aterceiraidade.com/cuidado-com-idosos/cuidados-quedas-em-idosos/

Ações concretas de adaptações ambientais como retirar objetos que possam interferir na caminhada, por exemplo, mesas de centro, tapetes, cadeiras e até mesmo roupas no chão, diminuem o risco do idoso apresentar uma queda dentro de casa. A presença de corrimãos nos dois lados das escadas e fita antiaderente nos degraus também diminuem esse risco. Ter barra de ferro no sanitário o no box do banheiro facilitam o uso independente deste cômodo da casa.

Caso o idoso acorde durante a noite, em muitos casos para ir até o banheiro, ter um interruptor ou abajur ao lado da cama evita que este ande pela casa no escuro. Em alguns casos, deixar a luz do corredor acesa pode ser uma opção. Manter armários de cozinha assim como objetos sempre em altura acessível também são estratégias que diminuem o risco de acidentes uma vez que evita o uso de banquinhos, cadeiras ou mesmo escadas.

No caso de indivíduos que tenham sua autonomia preservada, ou seja, não possuem doenças que alterem sua capacidade de fazer escolhas sozinhos, as decisões devem ser compartilhadas. Deve-se comunicar ao idoso as melhorias que irão decorrer das adaptações, bem como acordar mudanças, visando assim a uma melhor adaptação às novas formas de executar tarefas do cotidiano.

Para obter mais informações e detalhes sobre adequação ambiental, procure um terapeuta ocupacional.

Por Claudia Sales e Mariany Abreu

Referências:

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE). Manual de prevenção de quedas da pessoa idosa. São Paulo, 2010.

MESSIAS, MG; NEVES, RF. A influência de fatores comportamentais e ambientais domésticos nas quedas em idosos. Rev. Bras. Geriatr. Geontol., 2009; v.12, n 2, p. 275-282