A Páscoa além do chocolate

 

 

Quando pensamos na Páscoa, qual a primeira imagem que nos vem à cabeça? Provavelmente muitos responderiam: CHOCOLATE ou OVOS DE PÁSCOA. Mas nem todos.... Para alguns, o significado desta data traz consigo muito mais do que uma avalanche de chocolates. Dentre os idosos, podemos dizer que a Páscoa engloba também o sentimento de união, a convivência e a interação com familiares e conhecidos, além do resgate de memórias pregressas marcantes.

 

Torna-se um momento de reflexão sobre a própria origem do significado da Páscoa, sobre as memórias individuais relacionadas à essa data e, muitas vezes, sobre a finitude da vida. O momento proporcionado por eventos e datas com significados religiosos podem muitas vezes trazer à tona tais questões. Nesse sentido, em datas comemorativas como a Páscoa, o resgate às histórias e a celebração da vida poderiam ter uma influência positiva no enfrentamento às dúvidas e pensamentos comumente presentes nessa faixa etária. Como diz Karel van den Bergen em trecho do livro de Ligia Py: “Mas penso que especialmente uma ampla celebração da vida em todos os seus momentos contribuiria para o saneamento da pressão da finitude”. 

 

Do ponto de vista nutricional, nem sempre o consumo dos tão desejados (e até temidos) chocolates deve ser condenado. A composição deste alimento o torna uma fonte importante de açúcares e gorduras, que são facilmente aceitos pelo paladar fisiologicamente diminuído do idoso. Em alguns casos, o chocolate pode se tornar um aliado em dietas de indivíduos que necessitam de recuperação rápida de peso e não conseguem comer em quantidades muito grandes, desde que não sejam consumidos em quantidades exorbitantes e que sejam previamente orientados por um profissional capacitado sobre as quantidades, os tipos e momentos ideais de consumo. Além disso, a ideia de uma refeição realizada na companhia de familiares, sem distrações externas como acontece na Páscoa e em outras datas especiais, é sempre uma recomendação para uma alimentação saudável no idoso e deve ser sempre estimulada (Leia mais em - http://saude.br/index.php/articles/113-gerontologia/264-a-refeicao-do-idoso ), tanto em datas comemorativas, quanto na rotina diária.

 

 

 

Referência Bibliográfica:

 

PY, Ligia. Finitude: uma proposta para reflexão e prática em Gerontologia.1a ediçao. Rio de Janeiro: Editora Nau,1999. 192 p.

 

Por Ailim Kurata e Liliane Mendes

 

 

Nutricionistas Especializandas em Envelhecimento