Adoçantes artificiais: você sabe o que está consumindo?

De acordo com uma revisão sistemática publicada neste mês no Canadian Medical Association Journal, o uso regular de adoçante artificiais a base de aspartame, sucralose e esteviosídeo não só não ajudam na perda de peso, como estão associados ao maior risco de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão.

A revisão incluiu ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais de coorte, totalizando mais de 400 mil pessoas analisadas em um período de dez anos. Enquanto nos ensaios clínicos não houve efeitos significativos no índice de massa corporal (IMC) dos participantes que utilizaram adoçantes artificiais, nos estudos de coorte, tal consumo foi associado com o aumento de peso e circunferência da cintura, além da maior incidência de doenças como obesidade, hipertensão, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Adoçantes artificiais são substâncias sintéticas destinadas a imitar o sabor doce do açúcar e a substituí-lo nos casos em que o indivíduo não pode consumir o açúcar, como os diabéticos. Porém, por ser reduzido de calorias, as pessoas incorporaram esta substância em dietas de emagrecimento, sem saber ao certo as consequências deste consumo.

Adoçante artificial

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Não se sabe ao certo o motivo dos efeitos negativos do consumo regular de adoçantes artificiais. Entretanto, os pesquisadores levantaram uma possibilidade relacionada à microbiota intestinal: consumir produtos que contenham adoçantes pode estimular o apetite e fazer com que o indivíduo coma cada vez mais.

Apesar dos dados inconclusivos, os estudos apontam para consequências maléficas para a saúde daqueles que consumem regularmente adoçantes artificiais e produtos que os contenham. Assim, é importante focar a alimentação em alimentos frescos e naturais, em refeições preparadas na hora e baseadas em comida de verdade. Uma dieta reduzida ou livre de alimentos processados e ultraprocessados é o caminho para uma alimentação mais saudável e uma saúde mais adequada. Limitemos o uso de adoçantes àqueles que realmente precisam desta substância: os diabéticos.

Autoria: Laís Amaral Mais

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