Gordura trans: será o seu fim?

No fim do mês de Abril (2017) foi aprovado, pela Comissão de Assuntos Gerais (CAS) do Senado Federal, um projeto de lei (PLS 478/2015) que visa a proibição da gordura trans em alimentos e dá o prazo de até três anos para as indústrias se adaptarem. Agora o projeto deve seguir direto para análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação no plenário da casa.

Gordura Trans

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Estas gorduras (também chamadas de gorduras vegetais hidrogenadas) são produzidas artificialmente pela indústria no processo de hidrogenação de óleos, com o objetivo de aumentar o sabor, maciez e durabilidade do produto. Em excesso, ela aumenta o colesterol-LDL e diminui o colesterol-HDL, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. A gordura trans é também um dos motivos pelos quais o índice de obesidade cresce no Brasil, como aponta pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - VIGITEL, que mostrou que o mal acomete cerca de 82 milhões de brasileiros.

A proibição desta gordura já é discutida em outros países, como os Estados Unidos. De acordo com a Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de medicamentos e alimentos do país, “os óleos vegetais parcialmente hidrogenados (PHO), principal fonte das gorduras trans nos alimentos processados, não são em geral considerados seguros para ser utilizados na alimentação humana”.

A tramitação do projeto, encerrado com a Consulta pública com resultado favorável a proibição, está no site do Senado.

Por Sarah Warkentin