Transição nutricional entre os índios: uma triste realidade que ameaça a cultura alimentar e a saúde desta população

Já não é novidade que grande parte dos brasileiros está abandonando seus hábitos alimentares por comidas que não demandem muito tempo de preparo, substituindo alimentos tradicionais por produtos ultraprocessados.

E para quem ainda acha que o consumo de alimentos ultraprocessados não tem associação com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), aí vai: “Prevalência de diabetes entre Índios xavantes das terras indígenas de Sangradouro e São Marcos, em Mato Grosso, é quatro vezes a média nacional”.

As prevalências de Diabetes chegam a 28,2% da população local, valor quatro vezes maior que a média no país. Tais valores impressionam e são provavelmente devido ao sedentarismo e a mudança dos hábitos alimentares entre os índios que, com maior acesso a alimentos ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e sal, não se sentem estimulados a caçar e a cultivar alimentos para seu consumo.

A cultura alimentar do índio é um patrimônio do país e temos o dever de preserva-la, uma vez que o novo estilo de vida adotado favorece a aniquilação dos costumes locais e a epidemia de DCNT. 

Valorizar a cultura alimentar brasileira respeitando e promovendo a nossa biodiversidade é o melhor caminho para o resgate de uma alimentação de qualidade e promoção da saúde de toda a população.

Fonte: http://g1.globo.com/

Por Priscila Soares e Juliana Bergamo 

Veja a matéria completa:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/08/1666360-xavantes-trocam-dieta-tradicional-por-refrigerante-e-pao-de-forma-no-mt.shtml

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/08/carboidrato-e-sedentarismo-deixam-indios-diabeticos-em-mt-diz-pesquisa.html