Indústrias de refrigerantes reduzem quantidade de calorias – será mesmo uma alternativa para a diminuição na prevalência da obesidade?

Refrigerante

É evidente o aumento da prevalência de obesidade dentre as crianças e jovens dos Estados Unidos. Por este motivo, para que as suas vendas não fossem prejudicadas através de programas de promoção de saúde, uma indústria de refrigerante nos Estados Unidos, anunciou ter reduzido a quantidade de calorias das bebidas vendidas nas escolas. As mega empresas Coca-Cola® e Pepsico® se uniram à iniciativa da Aliança para uma Geração mais Saudável (uma junção da Fundação Bill Clinton e da Associação do Coração dos Estados Unidos), afirmando que reduziriam em 88% as calorias dos produtos vendidos nas escolas do país. No último dia 22 de Março a Pepsico® anunciou que iria reduzir as quantidades de açúcar, sódio e gordura presentes em seus produtos. A empresa promete uma redução da quantidade de sódio de 25% até 2015 em produtos alimentícios, o corte de gordura saturada em 15% até 2020 e a redução de 25% do açúcar de suas bebidas até 2020, além da eliminação total de bebidas açucaradas em escolas primárias e secundárias em todo o mundo até 2012. Questiona-se se esta medida de redução de açúcares realmente seria a solução para os altos índices de obesidade infantil entre os americanos. Tal medida poderia piorar ainda mais o consumo exagerado de refrigerantes, já que agora ele seria mais “saudável” do ponto de vista da população leiga e poder-se-ia consumir uma quantidade maior.

Segundo a presidente da Associação de Bebidas dos Estados Unidos, as bebidas disponíveis em escolas seriam agora de baixas calorias, nutritivas e em porções menores do que eram antes. A Aliança pretende estimular o consumo de leite desnatado, água aromatizada e chá como alternativa aos refrigerantes.

Vários governos estaduais e locais dos Estados Unidos querem impor um limite de gordura nestas bebidas, o que representaria mais dinheiro para os cofres públicos e a redução do consumo de refrigerantes, somente 14,9 milhões delas, correspondendo a 10,2%, foram considerados ativos segundo a definição de fisicamente ativo da Organização Mundial da Saúde.

A diminuição de nutrientes obesogênicos em refrigerantes ainda não é a solução para uma melhor qualidade de vida da população, sendo o ideal a educação alimentar da população. O indivíduo tem que saber fazer escolhas inteligentes que não prejudicarão a sua saúde, praticar atividade física regularmente, alimentar-se de uma forma mais saudável. A indústria dos refrigerantes tenta, dessa forma, não melhorar a qualidade de vida da população, e sim criar arrumar um caminho para que suas vendas não sejam prejudicadas caso a população se conscientize de que o refrigerante faz mal à saúde, quando consumido em excesso e de forma continuada. Dessa maneira, A indústria de refrigerantes passa então a ser considerada “saudável” pela população e até aumentaria suas vendas com um produto considerado “melhor” para a saúde.

Leia mais em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u704450.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u710286.shtml

Por  Sarah Warkentin