PNAD 2008

PNAD 2008O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta última semana os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008), realizado pelo Ministério da Saúde. A Pesquisa investiga as características socioeconômicas, algumas estando permanentemente na pesquisa, como características gerais da população, educação, trabalho, rendimento e habitação e outras com periodicidade variável, como as características sobre migração, fecundidade, nupcialidade, saúde, nutrição e demais temas que são incluídos segundo as demandas de informações. Neste Projeto foram avaliados domicílios de todos os municípios brasileiros, regiões rural e urbana. Foi avaliada a condição de saúde dos moradores das cidades e, de todo o Brasil, 77,3% da população auto-avaliou a sua saúde como “muito bom ou bom”, sendo a Sudeste a região com maior percentual de indivíduos que se acham saudáveis: 80,1%. Em 1998, o percentual total era de 79,1% e em 2003 de 78,6%, mostrando, portanto uma pequena redução da percepção de “muito boa ou boa” saúde entre os entrevistados.

A ocorrência de uma doença crônica não-transmissível (DCNT) foi alta: 31,3% dos indivíduos avaliados afirmaram sofrer de pelo menos uma doença, isso equivale a 59,5 Milhões de pessoas e 5,9% afirmaram ter três ou mais DCNT. As regiões que tiveram índices mais altos foram a Sul (35,8%) e Sudeste (34,2%). O percentual de mulheres com DCNT (35,2%) foi maior do que o dos homens (27,2%) e, em relação à idade, houve um aumento da ocorrência destas doenças ao avançar da idade. As doenças mais frequentemente diagnosticadas foram a Hipertensão (14%) e a doença de coluna ou costas (13,5%). Os dados obtidos nesta última pesquisa não diferem muito dos anos anteriores. Em 1998 foi estimado que pelo menos 31,6% da população tivesse uma DCNT e, em 2003, 29,9%.

Outro item avaliado no PNAD foi a prática de atividade física. Foi verificado que entre os maiores de 14 anos de idade, 28,2 milhões de pessoas, correspondendo a 20% da população maiores de 14 anos de idade, não realizavam nenhuma atividade física. Entre os homens, foi observado maior percentual (25%) de sedentarismo do que entre as mulheres (14,9%). Houve maior percentual de inatividade física entre os idosos maiores de 65 anos (38,1%). Estimou-se que 41,4 milhões de pessoas acima de 14 anos de idade, correspondendo a 21,2%, praticaram algum tipo de atividade física nos últimos três meses da Pesquisa. Entretanto, somente 14,9 milhões delas, correspondendo a 10,2%, foram considerados ativos segundo a definição de fisicamente ativo da Organização Mundial da Saúde.

Os indivíduos estão preferindo praticar atividades leves e sedentárias durante o dia, como assistir televisão, jogar videogame ou ficar no computador. Aproximadamente 175,5 milhões de pessoas (92,4%) afirmaram ter o hábito de assistir televisão. Do total, 42,9% afirmou assistir 3 horas ou mais de televisão por dia. Quando avaliado por faixa etária, o hábito de assistir televisão por mais de 3 horas foi maior entre crianças de 0 e 9 anos (58,2%) e entre os jovens de 10 a 17 anos de idade (58,8%).

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Por Sarah Warkentin