E a amamentação ganha mais uma luta!

No último dia 14 foi sancionada em São Paulo a lei que prevê multa de R$500,00 para quem constranger mães que amamentam em público. A punição vale para estabelecimentos abertos ou fechados, comerciais, culturais, de atividades recreativas e de prestação de serviços públicos ou privados. Mesmo aqueles locais que têm áreas destinadas para a amamentação não poderão proibir que mães a façam em outras áreas. No caso de reincidência o valor da multa dobra.

Não são raros os casos de constrangimento de mães amamentando seus filhos em público. Como ato de protesto, diversas lactantes se reúnem em movimentos de “mamaços”, que se resumem à reunião de mães que amamentam seus filhos ao mesmo tempo em um mesmo local público.

A criação desta lei marca um passo importante na luta pelo aleitamento materno, cujos benefícios englobam desde o fortalecimento da imunidade do bebê, o estreitamento do vínculo entre mãe e filho, a prevenção contra diversas doenças, a melhora do desenvolvimento cognitivo e oral do bebê, até a nutrição mais completa, incluindo nutrientes essenciais e anticorpos, temperatura adequada do leite e baixo custo.

A existência de políticas públicas e leis que garantam o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e o aleitamento materno total até os 2 anos de vida da criança é de extrema importância, uma vez que há diversos empecilhos sociais para que este ato aconteça. Um exemplo é a licença maternidade, cuja duração se restringe a 4 meses, tempo menor do que o recomendado pelo Ministério da Saúde para o aleitamento materno exclusivo.

O fato de ser proibido amamentar em público ou ser um ato de constrangimento para a mãe também poderia ser uma barreira para a amamentação. Desta forma, esta nova lei vem para proteger este ato que é tão importante tanto para a mãe quanto para o bebê, e pode evitar gastos públicos futuros com alergias, doenças, obesidade e utilização desnecessária de fórmulas lácteas e outros tipos de leites.

 

Amamentação
Fonte: Google-www.g1.globo.com

Por Laís Amaral Mais