As Campanhas de Empresas “ Obesogênicas” – Tentando mudar sua imagem

McDonald's

A cada dia as pessoas ficam mais conscientes dos prejuízos causados por alimentos, como fast-food e refrigerantes, com alto teor de açúcares, sal e gorduras saturadas. As empresas obesogênicas vêm reagindo com propostas de responsabilidade social. Um exemplo é o Instituto Ronald Mcdonald, criado em 8 de Abril de 1999 pela rede McDonald's® e por diversas instituições de combate ao câncer infanto-juvenil. A estratégia do Mc Dia Feliz é uma fonte de arrecadação de recursos financeiros. Este evento permitiu ao Instituto movimentar, até 2005, cerca de R$ 59,8 milhões. O ato, em si, acaba sendo controverso, pois a empresa contribui com o aumento da obesidade entre crianças brasileiras e por outro lado, ajuda crianças com câncer. O primeiro passo seria a preocupação com os índices elevados de obesos no país.

Em Maio de 2004 foi declarado, pelo Ministério Público Federal, através de Ação Civil Pública, que nos restaurantes Mc Donald`s® deveriam ser distribuídos Quadros e Guias Nutricionais, onde o consumidor teria acesso às informações nutricionais de cada lanche, acompanhamento, bebida e sobremesa vendida no restaurante, além de alertar de que o consumo em excesso pode ocasionar a obesidade e de outras doenças correlacionadas. Pede-se ainda que essa informação seja vinculada também nas peças publicitárias da empresa. Apenas em Dezembro de 2006 a empresa vinculou os dados nutricionais às embalagens de seus produtos, estando também à disposição dos consumidores nos sites www.mcdonalds.com.br e www.comendoeaprendendo.com.br . Os folhetos distribuídos nas redes têm, em sua versão atual, dicas de como manter uma vida saudável praticando atividade física regularmente e adotando uma alimentação variada, composta por frutas, legumes e verduras. Porém, em nenhum momento o folheto diz que lanches tipo fast-food devem ser evitados, por serem obesogênicos podendo causar malefícios à saúde de quem os consome regularmente.

Para muitas famílias, o fast-food não é um recurso esporádico, tornou-se um hábito, arrastando junto as crianças da família. Segundo dados da iniciativa Let`s Move (www.letsmove.gov ), dentre 6 crianças americanas, uma é considerada obesa. No Brasil, 10% das crianças são obesas ou estão com sobrepeso (www.obesidadeinfantil.org/ ).

As redes de fast-foods tentam mostrar que são conscientes quanto ao que é importante para se levar uma vida saudável, o que acaba batendo de frente com sua atividade principal: vender lanches ricos em gorduras saturadas e calorias e isentos de nutrientes.


Dessa forma, o que melhor podemos fazer para preservar a nossa saúde é tomar cuidado com informações como estas e saber que, para ter uma vida mais saudável, deve-se prestar atenção no que comemos e no que oferecemos para nossas crianças. Seguramente, o consumo diário de Coca-Cola é a pior receita tanto para a saúde individual quanto para a saúde do planeta.Outro exemplo que podemos citar é o Instituto Coca-Cola® (www.institutococacolabrasil.org.br/ ), que participa de ações sociais nacionais em educação, reciclagem e manutenção de mananciais do Sistema Coca-Cola. Na área da Educação, o Instituto tem como objetivo reduzir os altos índices de evasão escolar, e na área do Meio Ambiente, em 1996, existiu a Campanha de reciclagem “Reciclou, Ganhou”. Neste ano, foi feita a Campanha “Otimismo que Transforma”, no qual cada embalagem vendida de qualquer produto da Coca-Cola®, como refrigerantes, sucos, águas, chás, energéticos e hidrotônicos, reverteu 2,5 centavos para os programas desenvolvidos pelo Instituto Coca-Cola Brasil.

Por Sarah Warkentin