Brincar para ganhar: saúde física e emocional!

Em tempos de epidemia de obesidade, mudanças sociais e culturais que envolvem problemas urbanos como a violência, avanços tecnológicos que convidam ao isolamento e ao sedentarismo, marcam a infância de maneira específica. Se antes as crianças ao sair da escola gastavam suas horas livres brincando na rua, em grupos, atualmente, no contra turno da escola, as atividades lúdicas foram transformadas em longas horas do dia engajadas em atividades solitárias e sedentárias, como por exemplo, assistir televisão, interagir com o computador ou jogar video game. A passividade da TV e a rigidez dos jogos eletrônicos têm contribuindo de maneira significativa não só para o empobrecimento da relação com o próprio corpo ao desestimular a atividade física, como também para o desencadeamento e manutenção da obesidade. No campo psicológico, os prejuízos ocorrem pela restrição e esvaziamento do brincar criativo, descontraído e comunitário, condições essenciais para o desenvolvimento emocional pleno.

Em qualquer idade, mas sobretudo na infância a atividade física deve ser lúdica e a partir da idade escolar estas atividades ganham cada vez mais sentido se realizadas em grupos. Famílias que vivem em grandes centros urbanos tem um desafio a mais que é o de encontrar espaços em que crianças possam compartilhar brincadeiras e desenvolver hábitos menos sedentários e mais prazerosos.

Na cidade de São Paulo o que não faltam são opções de lugares para se praticar alguma atividade física, mesmo que seja apenas para brincar com os vizinhos aos domingos!

A prefeitura possui Clubes Escola, CEUs, centros comunitários onde se pode jogar futebol e “Pontos de Brincar”. Nos Clubes Escola, nos centros comunitários e nos CEUs as crianças poderão realizar atividades regulares e orientadas. Nos “Pontos de Brincar”, a prefeitura monta um parque com atividades recreativas aos domingos em alguns endereços fixos espalhados por toda a cidade.

Conhecer os equipamentos esportivos e recreativos do município é importante para se ter noção do que está disponível e, assim, poder fazer uma escolha. Mas, mesmo para os que não conseguirem se matricular em nenhum curso ou para os que não conseguirem se deslocar aos parques e aos polos recreativos, ainda assim é possível estimular as crianças a participarem de brincadeiras mais ativas no próprio bairro e até mesmo dentro de casa. Para isto basta desligar a TV e os jogos eletrônicos e usar a criatividade.

Segue em anexo a lista com todos os endereços dos Clubes Escola, CEUs, centros comunitários e “Polos de Brincar” na cidade de São Paulo.

Por Denise Bellotto de Moraes e  Juliana Faria Gomes

criancas atividade fisica
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