Novos sinais de melhora na epidemia da obesidade juvenil

obesidade juvenil

Uma publicação deste último mês de Setembro, no Pediatrics, revelou que a epidemia de obesidade entre adolescentes nos Estados Unidos teve uma melhora nos últimos anos. Segundo o estudo de Iannotti e Wang, da Universidade de Massachusetts, entre os anos 2001 e 2009, adolescentes estadunidenses aumentaram os níveis de atividades física, ingeriram mais frutas e legumes, além do consumo do café da manhã e ingeriram menos doces e assistiram menos televisão.

O estudo analisou os dados de uma amostra de 35.000 estudantes, com representatividade nacional, entre 11 e 16 anos de idade. Foram coletadas informações sobre características socioeconômicas, hábitos alimentares, atividade física e antropometria, para cálculo do IMC.

É possível notar uma queda na média do IMC dos estudantes entre 2005 e 2009, diferentemente dos resultados de pesquisas desde então.

Quanto à prática de atividade física, a maioria dos adolescentes ficou aquém dos 60 ou mais minutos recomendados, 7 dias da semana, porém o número que dias em que os adolescentes realizaram esta quantidade de exercícios aumentou entre 2001 e 2009, passando de 4,33 para 4,53, respectivamente.

Assim como a prática de atividade física, o consumo de frutas também aumentou de 2-4 dias/semana em 2001 para 5-6 dias em 2009 e o consumo de legumes aumentou de 2-4 dias/semana em 2001 a quase 5 em 2009. O consumo de bebidas açucaradas diminuiu de 5 para 4 porções/semana.

O número de dias em que os adolescentes tomam café da manhã também aumentou, passando de 2,98 dias/semana para 3,25.O estudo conclui que os esforços para aumentar a prática de atividade física e reduzir o tempo gasto em frente à televisão por adolescentes estão sendo efetivos, porém o papel do profissional da saúde em melhorar o comportamento obesogênico de adolescentes precisa de maiores investigações. Manter o foco na prática de atividade física e nos hábitos alimentares enquanto ampliação de esforços para diminuir a obesidade são necessários.

Por: Sarah Warkentin

Leia o artigo na íntegra aqui

http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2013/09/11/peds.2013-1488.abstract