Conflito de interesses: Publicidade de alimentos para o público infantil

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Conforme publicado na Folha de São Paulo no mês de agosto, esquentam as discussões sobre publicidade de alimentos destinada ao público infantil.

Os dados do IBGE assustam: crescimento de 200% na incidência de sobrepeso entre crianças de cinco a nove anos nas últimas três décadas.

Este cenário acende a chama do conflito sobre o tema, visto que as indústrias de alimentos e a CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), tentam lutar contra a forte pressão de organizações não governamentais como o INSTITUTO ALANA, o IDEC e o PROCON.

Levantamento de 2010, coordenado pela Universidade de Liverpool, analisou 12.618 peças publicitárias de 11 países, incluindo o Brasil Em 67% das propagandas de alimentos os produtos alvo das propagandas favorecem o excesso de peso e o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, pois são alimentos ricos em gorduras, açúcares e sal.

Os apelos de super-heróis e promoções com brindes são exemplos dos recursos publicitários que são utilizados nas propagandas destinadas a um público que não tem senso crítico em relação ao anúncio.

Já existe um projeto no Senado (150/2009) que propõem a limitação de horário (das 21hs às 6hs) para comerciais de alimentos com alto teor de gordura, sódio e açúcar e de bebidas de baixo valor nutricional. Esse projeto em tramitação no Senado também propõe a inclusão de mensagem nas embalagens sobre efeitos nocivos do consumo continuado do produto e proíbe o uso de personagens infantis nas peças publicitárias.

No entanto a Associação Brasileira de Anunciantes se defende dizendo que não há evidências precisas sobre o papel da publicidade sobre a obesidade infantil.

Por Juliana B Vega

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http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1132611-escalada-da-obesidade-infantil-esquenta-debate-sobre-publicidade-para-criancas.shtml