Semáforo Nutricional no Equador: primeiro país da América Latina a adotar o Sistema

O semáforo nutricional foi criado no Reino Unido, pela Food Standards Agency (FSA), como uma proposta simples e intuitiva para orientar o consumidor na escolha de produtos mais saudáveis.

O sistema baseia-se nas cores do semáforo, analisando separadamente a concentração de gorduras, gorduras saturadas, açúcares e sal correspondente a 100g ou 100mL de cada produto. Desta forma, o "sinal" vermelho indica que o nutriente está presente em quantidade excessiva, o "sinal" amarelo indica média quantidade e o verde pouca quantidade. O consumidor é orientado, caso consuma um alimento com sinal vermelho para um nutriente específico, a consumir outro com sinal verde para o mesmo nutriente.

A FSA recomenda a utilização desta metodologia em produtos processados de conveniência, como refeições prontas, pizzas, hambúrgueres, sanduíches, salsichas e cereais matinais, uma vez que seus conteúdos nutricionais são de difícil compreensão pelos consumidores. O semáforo deve estar preferencialmente na parte frontal da embalagem do produto, de modo a facilitar a visualização pelo consumidor.

A adaptação do "Semáforo Nutricional" para as recomendações brasileiras encontram-se descritas no artigo científico “Traffic light labelling: traduzindo a rotulagem de alimentos”, publicado na Revista de Nutrição em 2010.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732010000600009&script=sci_arttext

No Equador a localização do semáforo no rótulo é opcional e pode aparecer na frente ou atrás do produto, ao contrário do Reino Unido, onde a rotulagem é obrigatoriamente frontal.

O acordo, publicado pelo Ministério da Saúde Pública do Equador, também torna obrigatória a discriminação da quantidade de açúcares livres no produto e proíbe que a rotulagem atribua vantagens nutricionais ou alegações terapêuticas aos alimentos. As empresas têm até 29 de agosto de presente ano para se adaptarem às novas regras.

A adoção do "Semáforo Nutricional" é uma estratégia indireta de estímulo às indústrias para que produzam alimentos com menor quantidade de açúcar, gordura total, gordura saturada, gordura trans, sódio e maior quantidade de fibras, sob a perspectiva de receber melhor aceitação junto aos consumidores, quando seus produtos receberem maiores quantidades de sinais verdes e menor quantidade de sinal vermelho.

Sendo assim, contribui-se para o consumo continuado de dietas quantitativa e qualitativamente adequadas, efetivo para prevenção da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis.

Semáforo nutricional 

Por: Maysa Helena A. Toloni