Qualidade de Vida no Envelhecimento

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Atualmente as melhorias das condições de saúde e o uso de novas tecnologias têm contribuído para a longevidade da população. Apesar dos indivíduos conviverem mais tempo na sociedade, a mesma ainda não se adaptou adequadamente para atender as necessidades desta faixa etária.

Em relação ao ciclo da vida, a velhice compõe sua última fase. Durante este período é muito comum os idosos se depararem com diversas mudanças. A habilidade destes indivíduos em manter sua autonomia, independência, estabelecer-se e adaptar-se a novos papéis influenciará diretamente sua qualidade de vida.

O termo qualidade de vida na terceira idade pode ser interpretado de diversas maneiras. De acordo com NERI e col. (2002, p.900) os principais indicadores relacionados a qualidade de vida são: saúde física e mental; status social; manutenção das relações interpessoais; satisfação e controle cognitivo. Segundo TRENTINI (2004, p.24) “a definição de qualidade de vida na velhice é complexa, pois segundo a autora, existem diversas maneiras de ser velho e diferentes padrões de envelhecimento”.

Entre os fatores que contribuem para melhor qualidade de vida entre os idosos, estudos têm demonstrado que convivência em grupo e exposição a novas aprendizagens possibilitam maior consciência de suas potencialidades. Além disso, por meio da educação reflexiva os idosos aprendem a valorizar-se, estabelecem novos papéis e mudam a concepção de envelhecimento.

É importante ressaltar que a promoção de uma boa qualidade de vida na terceira idade depende de aspectos sociais e culturais, uma vez que está relacionada com a interação deste idoso com os outros e com a sociedade através dos papéis que ele desenvolve.

Um estudo realizado em Porto Alegre e Grande Porto Alegre com entrevistas com indivíduos de 72 a 91 anos, demonstrou que, para estes idosos, qualidade de vida provém das relações positivas estabelecidas consigo próprio e com os demais.

Portanto, além dos aspectos já mencionados para estímulo de um envelhecimento ativo é necessário que a sociedade construa novos conceitos que possibilitem a aceitação da velhice e do envelhecimento deixando de lado interpretações estigmatizadas desta fase da vida.

Autoria: Claudia Sales e Mariany Abreu

Referências:                 

FRAQUELLI, A. A. Relação entre auto-estima, auto-imagem e qualidade de vida em idosos participantes de uma oficina de inclusão digital. Porto Alegre, 2008.          Dissertação (Mestrado em Gerontologia Biomédica) – Instituto de Geriatria e Gerontologia, PUCRS. Orientação: Prof. Dr. Martin Pablo Cammarota. Disponível em: http://repositorio.pucrs.br:8080/dspace/bitstream/10923/3573/1/000400281-Texto%2bCompleto-0.pdf Acesso em: 13 de julho de 2017.

GUERRA, M.; ÁVILA, A. H.; MENESES, M. P. R. Se o velho é o outro, quem sou eu? A construção da auto-imagem na velhice. Pensamiento Psicológico, vol. 3, núm 8. Cali, 2007. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/801/80130802.pdf Acesso em: 13 de julho de 2017.