O consumo de fontes protéicas na terceira idade

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É sabido, e visível, que o corpo humano torna-se diferente durante o processo de envelhecimento. Um número considerável de mudanças ocorrem no organismo, alterando de forma brusca a maneira como o corpo da pessoa idosa se comporta. Algumas dessas mudanças já foram comentadas aqui no site, como a mastigação e deglutição e a memória. Hoje, falaremos de uma mudança que é intrínseca, que acontece sem que notemos, mas que tem reflexos importantíssimos sobre o cuidado e a qualidade de vida do idoso: o consumo de alimentos fonte de proteínas.

As proteínas, estão presentes em maior quantidade e mais disponíveis para o corpo nas carnes (de todos os tipos) e ovos, mas também nas leguminosas, como feijão, soja e grão de bico. As recomendações da quantidade de proteína e, consequentemente, desses alimentos que uma criança ou adulto deve comer, estão claras e bem estabelecidas há algum tempo. Mas, no caso dos idosos, sabia-se que as mesmas quantidades não conseguiam garantir toda a necessidade do corpo. Algumas pesquisas recentes esclareceram e confirmaram que na terceira idade a quantidade de fontes de proteína na dieta deve ser aumentada.

Alguns fatores implicam na diminuição do consumo de alimentos, principalmente da carne, nesta faixa etária. Este baixo consumo pode estar associado a diversas causas como: perda de apetite; distúrbios gastrointestinais; dificuldades mastigatórias devido ausência parcial ou total de dentes; uso de prótese dentária mal adaptada e dificuldade para engolir estes alimentos.

O consumo insuficiente de fontes de proteínas pode levar à perda de massa magra, especificamente a perda de músculo. A menor quantidade de músculo pode acarretar em uma perda de força e consequentemente a maior dependência deste idoso para realizar suas tarefas de vida diária, prejudicando assim a sua funcionalidade.

Para evitar tais prejuízos, é importante que o consumo de proteína seja distribuído ao longo do dia não esquecendo desses alimentos principalmente no almoço e no jantar. Em casos de substituição por lanches ou sopa deve-se garantir que os alimentos fonte de proteína estejam presentes.

A quantidade exata de proteína que o idoso deve ingerir varia em função do peso, altura, presença de doenças, nível de atividade física entre outras características do indivíduo. Portanto, em caso de dúvidas, procure o profissional especializado para orientação individual. Marque uma consulta com o nutricionista.

Autoria: Claudia Sales e Mariany Abreu