Número de hipertensos cresce no mundo

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   De acordo com um recente estudo publicado na revista Lancet (http://who.int/cardiovascular_diseases/publications/high-blood-pressure/en/), o número de pessoas com pressão arterial alta no mundo já chega a 1,13 bilhão, quase o dobro do número de casos registrados em 1975. Sabe-se que a pressão arterial aumentada (pressão sistólica ≥140mmHg ou pressão diastólica ≥90mmHg) é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares.

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   Esta publicação fez uma compilação de aproximadamente 1500 estudos de mais de 200 países, a fim de verificar a média de pressão arterial das populações e a prevalência de hipertensão arterial. A prevalência global de hipertensão foi de 24,1% em homens e 20,1% em mulheres, em 2015.

   Na América Latina houve queda nos níveis pressóricos somente entre mulheres. Nos Estados Unidos e Austrália houve redução nos índices de hipertensão ao longo de quatro décadas. De acordo com os autores, a detecção é mais precoce nos países de alta renda. Houve um aumento da prevalência em muitas regiões de médio ou baixo nível socioeconômico. Os países mais afetados são os da Europa central, Leste europeu e países da África Subsaariana – sendo estes últimos os mesmos que continuam lutando contra a mortalidade infantil e materna, bem como HIV/AIDS.  

  Os principais fatores de risco para a hipertensão são: a alimentação inadequada, rica em sal e pobre em frutas, legumes e verduras, a obesidade e o sedentarismo. Essa alimentação nos primeiros anos de vida, como ocorre nestes países de mais baixa renda, aumenta ainda mais o risco de hipertensão no futuro. Majid Ezzati, professor da Escola de Saúde Pública do London College e co-autor deste estudo, afirma que “São cada vez maiores as evidências de que a má nutrição nos primeiros anos de vida aumenta o risco de hipertensão na vida adulta, o que pode explicar o crescente problema nos países pobres”.

   De acordo com Ezzati, “Precisamos de meios econômicos e regulamentação para melhorar o acesso a alimentos de qualidade nesses países, especialmente a frutas e legumes, e reduzir o excesso de sal nos alimentos. Precisamos também de um sistema de saúde mais eficiente, para identificar mais cedo pessoas com pressão arterial elevada e melhorar o acesso a tratamento e medicação adequados. Sem essas medidas, é improvável que o mundo alcance a meta da Organização Mundial de Saúde de reduzir em 25% a proporção de pessoas com hipertensão arterial até 2025”.

 

 

Texto por: Sarah Warkentin