Educação emocional nos novos currículos escolares

Educação emocional

 

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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento oficial do Governo brasileiro que aborda orientações e diretrizes curriculares das competências e conhecimentos a serem ensinados em escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. A base define ainda os objetivos de aprendizagem, ou seja, as habilidades e competências que os alunos devem ter aprendido após completar cada etapa da Educação Básica.

O Brasil não tinha uma base comum e outros documentos é que asseguravam a padronização dos currículos. Porém, agora a BNCC será obrigatória para o desenvolvimento dos projetos pedagógicos nas escolas do país.

A primeira versão do documento foi disponibilizada para consulta pública e recebeu mais de 12 milhões de contribuições, além de pareceres de especialistas e membros da comunidade acadêmica.

A terceira e mais recente versão para o ensino infantil e fundamental foi apresentada no mês de abril deste ano pelo Ministério da Educação (MEC). A BNCC atualizada determina dez competências físicas, cognitivas e socioemocionais a serem desenvolvidas durante a educação básica, que incluem o exercício da curiosidade intelectual, o uso das tecnologias digitais de comunicação e a valorização da diversidade dos indivíduos.

Evidentemente, o que mais se destaca nas novas diretrizes é o compromisso com a educação integral do aluno a partir do desenvolvimento do autoconhecimento, reconhecimento de emoções, cooperação, empatia e resolução de conflitos.

 As competências da BNCC que contemplam a educação emocional são:

 1)   Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo.

 2)   Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer.

 3)   Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

A base ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e depois homologada pelo ministro da Educação. As escolas terão até dois anos para reelaborarem os currículos e detalharem como abordarão cada uma das metas em sala de aula. Entretanto, o documento já se mostra uma grande esperança para aqueles que se preocupam com a qualidade dos cidadãos que as escolas brasileiras vêm formando anualmente.

Autoria: Fabrícia Ramos de Freitas

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