Polifarmácia em idosos

A necessidade de utilizar mais medicamentos pode aumentar com a idade. Assim, é comum que após os 60 anos, os idosos usem mais de três medicamentos por  dia, o que é chamado de polifarmácia.

Alguns pontos devem chamar atenção nos casos de polifarmácia: a  interação entre medicamentos, a organização e a adesão ao tratamento. Pode acontecer interação entre dois ou mais medicamentos, causando efeitos adversos ou mesmo diminuindo a ação para o qual um dos medicamentos foi indicado. Assim, quando forem utilizados um grande número de remédios, e necessário tempo e conhecimento técnico do profissional médico a respeito de todos as implicações que podem decorrer do consumo. Evitando que ocorram ações iatrogênicas, como são chamadas as consequências maléficas provenientes do tratamento terapêutico, cujo objetivo era tratar o paciente. Por isso, ao iniciar uma nova medicação, o geriatra irá avaliar as medicações já em uso, diminuindo as chances de efeitos adversos. Enquanto o idoso, ou seu cuidador, deve estar atento e questionar o médico sobre as doses prescritas na receita, melhor horário para administração, necessidade de jejum antes ou depois consumo, tudo para que o uso em casa aconteça sem intercorrências.

Também deve-se evitar sempre o uso de medicamentos sem orientação médica, sendo importante saber como proceder no caso de dores ou períodos de confusão, por exemplo. Da mesma maneira, estas questões podem ser discutidas com o médico previamente.

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O segundo ponto, a organização, trata da maneira como os medicamentos serão armazenados e administrados. Idosos que moram sozinhos ou têm autonomia para gerir os medicamentos que utilizam, devem ser incentivados a manter este hábito. Entretanto, qualquer profissional da saúde que o acompanhe deve estar atento a queixas de memória ou esquecimentos, que possam levar a errada administração dos medicamentos. E nos casos que há um profissional ou familiar responsável pelo cuidado diário do idoso, estes devem receber orientação adequado sobre como devem fazê-lo. E, em alguns casos, esclarecer também quais podem ser triturados ou não, para os idosos que apresentam disfagia.

Para melhor organização dos medicamentos do dia, pode ser indicado o uso de caixas específicas, com separação de dias e horários, facilitando o entendimento. Como mostrado na imagem a seguir.

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O último ponto a ser destacado aqui é a adesão. Por vezes o grande número comprimidos, cápsulas ou gotas ao dia, podem assustar e dificultar o uso de todos os medicamentos receitados. Por esse motivo as estratégias citadas, questionar o geriatra durante a consulta e utilizar utensílios de armazenamento, podem tornar a tarefa mais fácil. Assim como a conscientização a respeito da necessidade de cada uma dos remédios, que deve ser constante, ressaltando a importância do correto uso.

Autoria Claudia Sales e Mariany Abreu