ANVISA sugere mudanças nos rótulos dos alimentos devido a excesso de peso dos brasileiros

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     Segundo o Ministério da Saúde, mais de 50% da população brasileira está com excesso de peso. Em decorrência disso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está desenvolvendo um trabalho em parceria com profissionais de saúde, universidades e órgãos de defesa do consumidor, com o objetivo de facilitar a leitura dos rótulos dos alimentos pelos consumidores, e assim ajudar os consumidores a fazerem escolhas alimentares mais saudáveis.

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     Os novos modelos de rotulagem propostos buscam informar com mais clareza, além da presença de substâncias alergênicas, os teores de sódio, açúcar, gordura e calorias dos alimentos. Além disso, os especialistas defendem que as informações venham a ser colocadas na parte da frente do rótulo, ao invés do verso, em letras pequenas, como acontece nos dias de hoje.

     A figura a seguir apresenta as várias contribuições das instituições participantes do grupo criado pela ANVISA para propor essas mudanças na rotulagem. Por exemplo, a proposta do IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), juntamente com a Universidade Federal do Paraná e apoiados por outras instituições conceituadas sugere que se inclua um selo de advertência, em formato de triângulo, na parte da frente da embalagem de alimentos processados e ultraprocessados (como sopas instantâneas, refrigerantes, biscoitos, etc.). Este modelo indica o excesso de açúcar, sódio, gorduras totais e saturadas, além da presença de adoçante e gordura trans em qualquer quantidade. 

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 A indústria de alimentos também está propondo uma nova forma de rotulagem. Porém, está sendo criticada por manter o valor nutricional por porções, no exemplo, 25g do alimento, o que dificulta o entendimento do leitor. Além disso, o uso do modelo do semáforo, este que tem várias qualidades, pode conter informações contraditórias. Pois, ao sinalizar como “verde” um alimento com pouca quantidade de açúcar e, ao mesmo tempo, sinalizar de “vermelho” o mesmo alimento por ter muita quantidade de gordura saturada pode confundir o consumidor.

     As discussões a esse respeito ocorrem desde 2014, e neste segundo semestre de 2017 foram retomadas. A população brasileira poderá avaliar as novas propostas por meio de pesquisas.

Autoria: Ianna Lôbo