Horta: para o bem do trabalhador?

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hortaNo último dia 31 de maio foi notícia na Folha de São Paulo a nova tendência de empresas americanas: o cultivo de hortas no próprio local de trabalho como contribuição à saúde e moral dos trabalhadores. Na sede mundial da Pepsi®, em Nova York, existe uma horta orgânica, onde os empresários podem escapar do trabalho para plantar algumas sementes ou arrancar ervas daninhas e levá-las depois para casa. Outras dezenas de empresas nos Estados Unidos, como a Google, Yahoo!, Revista Sunset, Toyota e a loja de departamentos Kohl`s iniciaram ou estão iniciando as suas hortas.

Esta é agora a nova estratégia das empresas que, não tendo dinheiro para aumentos, planos de saúde, dentre outros, criaram um novo benefício corporativo para mostrar a sua preocupação pela saúde de seu trabalhador através do plantio de cenouras e abobrinhas. Alguns trabalhadores aderem no início, como foi o caso da Pepsi, que tinha 1450 empregados engajados no plantio das hortaliças, o que não durou muito: neste ano, o número de voluntários foi para 75, sendo que muitos nem começaram a plantar em seus canteiros, deixando, portanto a horta vazia e cheia de mato. Na Aveda®, empresa de cosméticos americana, existe lanchonete orgânica e sessões de massagem para seus trabalhadores, além da horta. A colheita deve ser paga por cada funcionário que desejar levar o que plantou para casa: US$ 10 por “safra”. Estas “lavouras corporativas” têm a ver com a popularidade da jardinagem, e não com uma mentalidade mais agrária das empresas. As hortas também serviriam para fortalecer o relacionamento entre os funcionários, fazendo desaparecer, assim a hierarquia enquanto se constrói juntos uma treliça para os tomates.

Caso se efetive e se consolide, pode vir a ser atitude que promova a socialização não hierarquizada no local de trabalho e diminua assim as tensões interpessoais das corporações. Pode até estimular a prática da atividade física e o consumo de Hortaliças, mas seguramente não poderá suprir a necessidade desses alimentos a ponto de melhorar a quantidade de alimentos consumidos em contingente significante de funcionários. Para isso, uma maior área seria necessária.

Por Sarah Warkentin