Convenção Global para o enfrentamento da alimentação não saudável

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No mundo globalizado, em que cada vez mais se procura economizar tempo, a busca por alimentos prontos e de fácil acesso, aumentou de forma exacerbada a ingestão de alimentos ultraprocessados com alto teor de gorduras e açúcares. Associado a isso, a redução na prática de atividade física tem contribuído com o alarmante crescimento da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), especialmente o excesso de peso ou obesidade. 

 

 

            Tal ingestão de alimentos não saudáveis está ligada a quatro das dez principais causas de morte em todo o mundo: o excesso de peso e obesidade, hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto. Cerca de 2,8 milhões de pessoas morrem a cada ano em decorrência do excesso de peso ou da obesidade, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, a obesidade por si só tem um custo estimado de US $ 2 bilhões por ano, sendo boa parte gasta com hospitalizações decorrentes das complicações da doença.

 

Apesar do consenso internacional sobre os fatores que estão impulsionando o aumento da obesidade e doenças relacionadas à má alimentação, a resposta dos governos e da indústria alimentícia é demasiadamente lenta. Mesmo após 10 anos da pactuação da Estratégia Global da Alimentação, Atividade Física e Saúde pela OMS, nenhum país obteve êxito em reverter esse quadro.

A fim de modificar esse cenário, pesquisadores e organizações da sociedade civil solicitaram um tratado, por meio de uma carta aberta co-redigida pelo Consumers International (CI), objetivando combater a má alimentação. Neste contexto, um conjunto de recomendações foi desenvolvido para uma Convenção global para a promoção e proteção de uma alimentação saudável, criados para incentivar autoridades de utilizar o trabalho desenvolvido pelas Nações Unidas para tratar da obesidade e DCNT.

No intuito de ajudar os consumidores a escolher uma dieta saudável, o CI decidiu concentrar-se neste tema na campanha do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor (DMDC) de 2015. Este ano o Brasil sediará o 20º Congresso Mundial dos Consumidores no período entre final de outubro / início de novembro, em Brasília. O evento é uma plataforma para diversos membros organizadores do CI para subsidiar uma futura agenda de ações globais dos consumidores e inspirar campanhas internacionais.

Cabe a cada um de nós refletirmos sobre as informações que serão veiculadas, transformando essas informações em ações no dia a dia, modificando o modo de pensar e agir, e desta forma contribuindo para a uma melhor qualidade de vida!  

 

Camila Alves Nogueira de Souza
Nutricionista. Mestranda em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pós-graduanda em Alimentos funcionais e nutrigenômica: Implicações práticas na nutrição clínica e esportiva pela Estácio. Integrante do grupo de pesquisa Nutrição em Saúde Pública da UFAL. 
 
 
Alyne da Costa Araujo
Nutricionista. Mestranda em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Especialista em Saúde do Adulto e do Idoso sob a forma de Residência Multiprofissional pela UFAL. Integrante do grupo de pesquisa Nutrição em Saúde Pública da UFAL. 
 
 

Leia na íntegra as Recomendações para convenção:

http://es.consumersinternational.org/media/1474930/recommendations-for-a-convention-on-healthy-diets_spanish-translation.pdf

Saiba mais sobre o Congresso que será realizado:

http://es.consumersinternational.org/news-and-media/world-congress-2015/