A revolução alimentar nas cantinas escolares uruguaias

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Alimentação saudável para as crianças uruguaias
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Os dados da II Encuesta Mundial de Salud Adolescente de 2012, que revelaram que 26,6% dos jovens uruguaios em idade escolar estão com excesso de peso, justificam a lei nº 19.140, que estabelece a proteção "da população infantil e adolescente que frequentam escolas públicas e privadas, por meio da promoção de hábitos alimentares saudáveis".

De acordo com o Ministerio de Salud Pública do Uruguai, as cantinas escolares deixarão de vender refrigerantes, snacks, chocolates ou outros alimentos considerados inadequados à saúde. A partir de março, início do ano letivo, somente a venda de alimentos saudáveis, como sucos 100% naturais, frutas e cereais, será liberada nas escolas.

A lista prévia de alimentos saudáveis com permissão para venda nas cantinas escolares os divide em três grupos: "alimentos e bebidas naturais ou minimamente processados", "alimentos processados envasados que cumprem os limites estabelecidos para o conteúdo calórico e de nutrientes" e "preparações envasadas nos pontos de venda".

No caso de crianças e adolescentes que levam lanche e/ou almoço de casa, serão liberados comunicados aos pais sobre a proibição dos alimentos considerados não saudáveis, para que sejam conscientizados dos danos à saúde de seus filhos.

Além desta ação do Ministerio de Salud Pública, o governo fará a promoção de boas práticas alimentares por meio de publicidade em vários meios de comunicação e entrega de cartilhas a todos os alunos, ação importante, uma vez que as cantinas escolares não são os únicos locais de venda de alimentos não saudáveis. É preciso lutar inclusive contra a publicidade de alimentos massiva a que crianças e adolescentes estão expostos diariamente. Programas de educação nutricional, como este realizado no Uruguai, são exemplos a serem seguidos por todos os governos, uma vez que a luta contra a obesidade é de interesse comum de todas as nações.

Por Laís Amaral Mais

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