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Notícias
A influência dos hábitos alimentares nas obras artísticas Um estudo da Universidade de Cornell (Estados Unidos), publicado na revista internacional “International Journal of Obesity" http://www.nature.com/ijo/journal/vaop/ncurrent/full/ijo201037a.html, mostrou que as pinturas da “Última Ceia”, foram se modificando ao longo dos anos e as porções dos alimentos das gravuras aumentando. De acordo com a pesquisa, isso pode ser reflexo de mudanças ocorridas nos padrões e hábitos alimentares, caracterizadas pelo com aumento da quantidade de alimentos consumida entre as populações. O trabalho dos pesquisadores consistiu na análise das 52 pinturas mais famosas da cena bíblica, como a de "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci. A equipe de trabalho utilizou um programa de computador para comparar as proporções de tamanho dos alimentos e utensílios como pratos. Os resultados encontrados mostraram que entre os anos 1000 e 1700 houve aumento em 69% do tamanho das refeições principais, 66% de aumento do tamanho prato e 23% de aumento do tamanho do pão (ocorrido principalmente nas pinturas criadas após 1500). Para Charlene Shoneye, nutricionista da Weight Concern, instituição de caridade britânica ligada ao controle do peso, não há surpresa com essas descobertas, pois as mudanças no padrão alimentar da população geram distorções na percepção do que é normal em relação ao tamanho das porções dos alimentos. Diante dessas informações verifica-se mudanças contemporâneas dos conceitos sobre alimentação, sendo importante avaliar as tendências e conseqüências dessas alterações para que se possa intervir objetivando a manutenção da saúde e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis. Leia mais: Folha online - http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u710721.shtml Texto elaborado por: Kelly J. Viana |
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