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Embalagens de alimentos e a emissão de gás carbônico
O aquecimento global é um assunto muito discutido na atualidade e as principais causas seriam o crescimento populacional, industrialização, desmatamento descontrolado das florestas e a queima de combustíveis e consequente emissão de gases de efeito estufa como o Dióxido de carbono (CO2), Metano (CH4), Óxido nítrico (N2O) e Halocarbonos. Estes gases absorvem radiação infravermelha, emitida pela superfície da Terra e erradiam por sua vez energia de volta. A superfície recebe então quase o dobro de energia da atmosfera do que recebe do Sol, ficando, portanto mais quente do que estaria sem os gases de efeito estufa. Frente à necessidade de essa conscientização da população sobre este problema mundial, teve início em meados de 1998, uma nova idéia de sustentabilidade de empresas britânicas. Foi então criado o “Carbon footprint”, termo utilizado para quantificar, através de cálculos, a emissão de gás carbônico em uma atividade em particular. É visto como um meio das organizações e indivíduos de conhecer o quanto estas contribuem para a mudança climática global. Este valor é medido em unidades equivalentes de carbono. Muitas são as vantagens para o fabricante, ao se calcular a emissão de gases de seus produtos, entre elas a identificação de oportunidades de economias na empresa e a demonstração de responsabilidade pelo meio ambiente. Em 2008 foi desenvolvido, em resposta às empresas e indústrias que buscavam um método constante no acesso ao ciclo de vida de emissões de gases dos produtos e serviços, o Guia PAS 2050. O Guia explica o termo “Carbon footprint”, equação que é utilizada para se chegar no total da emissão de poluentes de um produto Carbon footprint (Emissão de gases) = Dados da atividade (massa, volume, kWh,km) x Fator emissão (CO2 por unidade) No Brasil, foi criado um índice parecido na década de 90, a Pegada Ecológica. O site http://www.pegadaecologica.org.br/ , da WWF (World Wildlife Fund), tem uma calculadora que avalia o quanto o internauta gasta no seu dia a dia em CO2 (nos aspectos de alimentação, transporte, casa e outros). A pegada corresponde ao tamanho de áreas produtivas (mar e terra) necessários para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. O resultado mostra em quantidade de planetas que deveriam existir para suportar a quantidade de gás carbônico emitido pelo indivíduo caso todos os habitantes da Terra adotassem o mesmo estilo de vida. O site tenta, portanto incentivar a diminuição do consumo inconsciente.
Estudos mostram que desde os anos 80 a demanda da população mundial pelos recursos naturais é 25% maior do que a capacidade do planeta em renová-los. Ou seja, precisamos de um planeta e mais um quarto para sustentar o Estilo de vida que estamos praticando. Cada pessoa teria, teoricamente, 1,8 hectares disponíveis para que se garanta a sustentabilidade, mas, desde 1999, cada pessoa utiliza cerca de 2,2 hectares (25% a mais do que seria o máximo disponível). Alimentação e Emissão de Gás Carbônico Este conceito de sustentabilidade também aplica-se na cadeia alimentar. As empresas alimentícias que optaram por demonstrar a quantidade de emissões na elaboração dos produtos têm então um compromisso de reduzir as emissões em no máximo 2 anos. Um recente trabalho realizado em 2009 na Suíça comparou dois tipos de embalagens de papinha para crianças, uma feita de vidro e outra de plástico, produzidas na Alemanha, Espanha e França, visando avaliar o impacto do transporte dos produtos em três locais com distâncias similares desde a sua fabricação até o seu consumo. Quando foi observado o impacto na preservação e empacotamento do produto, os potes feitos de plástico tiveram um pequeno benefício em comparação aos potes de vidro. As possíveis causas do menor impacto no meio ambiente de embalagens plásticas seriam diferenças na produção, o menor peso, impactando positivamente no transporte do produto, e os novos processos de reciclagem do plástico. Um estudo brasileiro (http://www.springerlink.com/content/t63hq750t021567p/fulltext.pdf ) analisou a diferença da taxa de reciclagem (de 2 para mais de 22% hoje em dia) de caixas TetraPack de leite Longa Vida. Foi comparado o consumo de energia na produção de embalagens recicladas e não recicladas e houve uma redução no uso de energia em torno de 6% na embalagem reciclada. As reduções mais significantes foram no consumo de água (8%), madeira/celulose (11%) e solo/plantio (10%). O 1º Censo da ABIPET (Associação dos Fabricantes de Embalagem PET) 2004/2005 também mostra menor gasto de energia na fabricação de garrafas PET recicladas, em comparação com as garrafas “virgens”.
Fonte: www.abipet.org.br Um estudo comparou dois tipos de macarrão congelado com embalagens diferentes. Os itens levados em consideração para que se comparasse qual produto poluía mais o meio ambiente foram a aquisição dos materiais crus, materiais da manufatura, produção, uso/reuso/manutenção e desperdícios.
O uso de energia foi significantemente maior na produção da Bandeja com filme PET, emitindo assim mais equivalentes de CO2. A diminuição na emissão de gases nocivos à saúde pelas empresas e a escolha dos consumidores por produtos que foram fabricados desta forma mostram uma preocupação com o Meio Ambiente e um Estilo de Vida mais Saudável.
Leia mais em: http://www.abipet.org.br
Texto elaborado por: Sarah Warkentin |
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