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Você sabe o que são adoçantes?
Os adoçantes são substâncias com sabor extremamente doce, não necessariamente açúcares ou polióis (açúcares alcoólicos) embora, possam contê-los como parte integrante de suas moléculas; não necessariamente energéticos e com poder adoçante muito superior ao da sacarose. Os edulcorantes são a matéria prima dos adoçantes. Assim, temos adoçantes a partir de edulcorantes naturais ou nutritivos, que contribui com valor calórico à dieta (extraídos principalmente de plantas e frutas) e os artificiais ou não-nutritivos, que contribuem pouco ou com nenhum valor energético à dieta, produzidos a partir de edulcorantes produzidos sinteticamente, ou em laboratórios. Além disso, a utilização de adoçantes diminui o efeito fermentativo produzido pelos microrganismos. Existem diversas classificações para os edulcorantes. Eles podem ser: Artificiais e naturais:
Segundo o valor calórico:
Nutritivos e não nutritivos de acordo com a ADA (The American Diabetes Association):
As discussões que existem em torno dos seus possíveis efeitos colaterais, indicações, etc, na maioria das vezes são quase sempre inconclusivas. Poucos dados na literatura referem-se ao uso de adoçantes em crianças e adolescentes. As indicações para o uso dessas substâncias em pediatria ainda não estão bem estabelecidas, bem como as doses recomendadas. Os diferentes edulcorantes Sucralose
As recomendações de ingestão diária aceitável são de 5 mg/kg/dia. Frutose
A frutose é encontrada de:
Ainda está em discussão se a frutose pode ser utilizada pelos diabéticos. A partir da observação que a metabolização da frutose independia da insulina em 1893, vários estudos posteriores reforçaram a idéia de que a frutose, assim como o sorbitol, seria benéfica na dieta de diabéticos. Porém, não existe consenso em relação ao uso desses açúcares entre os especialistas em diabetes. A frutose é contra indicada para dislipidêmicos devido a alteração no triglicerídes e/ou no colesterol, hipertensos uma vez que o ácido úrico elevado pode ser um fator de risco para hipertensão; Obesos e pacientes com gota. As recomendações de ingestão diária aceitável são de 30 mg/kg/dia. Sorbitol
Acessulfame-K
Manitol
Xilitol
Sacarina
O FDA, em 1977, proibiu a comercialização da sacarina devido a estudos que evidenciaram câncer em ratos, mas em 2000 a sacarina já estava liberada para uso, porém no rótulo dos alimentos que contêm este edulcorante é necessário que este seja quantificado. A sacarina é contra indicada para hipertensos, uma vez que possui forma sódica e cálcica. As recomendações de ingestão diária aceitável são de 3,0 mg/kg/dia (ADA, 2004) .
Ciclamato
O Ciclamato de sódio foi aprovado pela FDA em 1951, porém diversos estudos demonstraram aumento de câncer em ratos que consumiam ciclamato de sódio. Assim o ciclamato de sódio foi proibido nos EUA e na Inglaterra tendo sua liberação em 1977, após avaliações de especialistas, a WHO conclui que o ciclamato não é carcinogênico e readmite sua venda no comércio. Hoje é usado em 40 países, inclusive no Brasil O ciclamato é contra indicado para hipertensos devido a forma sódica. As recomendações de ingestão diária aceitável são11 mg/kg/dia (ADA, 2004). Aspartame
O aspartame é contra indicado para portadores de fenilcetonúria. As recomendações de Ingestão diária aceitável são 50 mg/kg/dia (ADA, 2004). Estévia
A recomendação de ingestão diária aceitável é 5,5 mg/kg/dia.
Texto elaborado por: Anna Helena Pedreira de Freitas
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